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Leonardo da Vinci na Corte de Milão
Começou em Novembro na National Gallery, em Londres, uma das exposições mais concorridas dos últimos tempos, Leonardo da Vinci – Painter at the Court of Milan. A exposição compõe algumas das obras mais raras desse período, no final do século XV, quando Leonardo era o pintor da corte do Duque Ludovico Sforza em Milão. Pela primeira vez, quadros como The Virgin of the Rocks (as duas versões) e The Lady with an Ermine estão em display. Esta exposição inédita - o primeiro de seu tipo em qualquer lugar do mundo - reúne sensacional empréstimo internacional, nunca antes visto no Reino Unido. Foi missão impossível comprar os ingressos online – sold out no primeiro dia.
The Virgin of the Rocks (as duas versões)
Lá dentro foi uma luta, milhares de pessoas, mesmo com horário marcado para entrar, a exposição estava lotada. Impressionante os desenhos que ele fez sobre o corpo humano, principalmente do cérebro. O efeito 3D, que é moda hoje em dia, já era dado por Leonardo nas suas obras naquela época. Se vc olhar ao vivo La Belle Ferronniere, você vai ter que concordar comigo que o efeito é o mesmo – ela te segue e parece que esta fora do primeiro plano. Muito louco! Gostei tanto que comprei o post card e já coloquei na minha estante junto com a Elisabeth I.

Posted in Art, London
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Kulu Kulu – Japanese on the go
Almocei semana passada no Kulu Kulu em Piccadilly antes de ir na exposição do Leonardo da Vinci. Eu estava com aquele desejo de comida japonesa e não estava me aguentando. Aqui em Londres tem vários restaurantes tipo fast food japoneses que você compra os sushis e sashimis embrulhados em uma embalagem de plástico e come na rua. Já comi várias vezes esses tipos, mas hoje em dia prefiro sentar e comer um peixe de boa qualidade e saber da onde ele veio – quem gosta de atum borrachudo? Para conseguir saciar essas vontades e não falir (comida japonesa é cara em qualquer lugar do mundo) o Kulu Kulu é uma boa pedida. O serviço é tipo esteira e cada prato é um preço. Fiquei super satisfeita gastando 10 pounds. O chá verde é de graça e se quiser uns sushis especiais, eles fazem na hora. As vezes tem fila, mas ninguém pode ficar mais de 45 minutos no balcão, por isso não demora tanto assim.
Posted in Food, London
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Box Park
Semana que vem, dia 3 de dezembro inaugura o primeiro Pop Up Mall do mundo, localizado em Shoreditch, East London. As lojas temporárias estarão instaladas dentro de containers de navio e o BoxPark será aberto por 5 anos, não mais que isso. A idéia de Roger Wade é criar um projeto de grande escala, mas promovendo um aluguel curto, versátil e com preço acessível para os lojistas. Outro detalhe não convencional é o horário, ao invés de abrir das 10-6pm como todos os outros shoppings, funcionará das 12-8pm.
Não espere encontrar uma H&M ou Zara por aqui, todas as lojas foram convidadas com o intuito de criar um mix revolucionário de diversas marcas. Algumas das lojas são: Abuze, Boxfresh, House of Billiam, Luke, One True Saxon, OnePiece, Palladium, Smile, Lacoste Live, Original Penguin, Levi’s, Irregular Choice, Puma and Gola, Amnesty, Art Against Knives, Bukowski, Nike e Oakley.
Amei a idéia!
Boxpark, Shoreditch High Street,
Shoreditch, London, E1 6JE
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Good Old England!
Sucesso absoluto em Nova York, a peça Jerusalém vem sendo aclamada como um marco na nossa geração. O texto é atual e inteligente, os personagens são todos bem construídos e o cenário lindo (amei as cadeiras velhas de lata da Coca-Cola). Mas o que faz essa peça única é a performace de Mark Rylance como o gypsy Johnny “Rooster” Byron. Não é a toa que ele ganhou o Tony como melhor ator no ano passado. O espetáculo já esta sold out, mas dá ainda para conseguir por fora e se prepare pra pagar uma fortuna, porque tem muita procura. Tem gente assistindo duas ou três vezes, só para você ter uma idéia do impacto que Rooster esta fazendo nas pessoas. Você acaba vivendo com ele as mesmas emoções que ele vive na peça, você se identifica e ao mesmo tempo ele provoca reações distintas como alegria, raiva, tristeza …. é disparado uma da melhores peças que eu já vi e Mark Rylance é brilhante!
Não se deixe enganar pelo nome, Jerusalém não tem nada haver com a capital de Israel e nem um pouco com judaísmo. Na verdade é a mais pura imagem atual de uma cidadezinha e seus habitantes no interior da Inglaterra e também do misticismo e folclore regional. Para entender bem a peça, você tem que ter uma noção bem ampla da cultura inglesa de hoje em dia, o background e também o idioma, porque tem bastante gíria e um sotaque bem carregado. A peça é longa, com dois intervalos, mas não senti nem um pouco o tempo passar. Sinal que realmente o negócio é bom!
Outro detalhe nada a ver com esta peça que sempre me deixa intrigada é a venda de sorvete nos intervalos de qualquer show no West End. Não sei se você já percebeu isso. Fui atras e a melhor explicação é que Carlo Gatti deve ter sido a pessoa que introduziu sorvete ao teatro. Ele era um cavalheiro suíço que veio para Londres no século 19 e foi a primeira pessoa a tornar o sorvete disponível ao público. Durante as décadas de 1860 e 1870, ele também passou a produzir vários shows e peças. Mesmo assim não é possível provar que ele é responsável por essa dupla que até hoje faz sucesso – que não faz barulho como pipoca – mas há uma grande chance de que alguma parte do sorvete vá parar na sua blusa.
Posted in London, Theatre
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The Killing II

Começa amanha aqui na Inglaterra a segunda temporada da série dinamarquesa “The Killing”. Sucesso absoluto, todo mundo queria saber quem matou Nanna Birl Larsen - não tanto quanto quem matou Odete Roitman - mas tudo bem, para os padrões de fanatismo classe média alta inglesa tá mais que bom. Para vocês terem uma idéia, vi os 20 episódios (1 hora cada) em menos de quatro dias…very intense!! Quem segura a onda e arrebenta é a protagonista - a detetive Sarah Lund (Sofie Grabol) - que virou até fashion icon com o seu sweater de trico, são 3 modelos que ela não tira de jeito nenhum. A personagem dela é tão fascinante que não teve jeito e os produtores tiveram que providenciar a segunda e a terceira temporada. “Sarah Lund ainda me parece cheia de segredos” descreve Sofie sobre a sua personagem. Fora que dá a maior vontade de conhecer a Dinamarca, mesmo com um tempo horroroso (só chove durante a série inteira). No Brasil, infelizmente, só passa a versão americana no canal pago A&E, o que não é a mesma coisa…uma pena que o Brasil sempre vá atrás dos americanos.
Posted in London
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Dia dos Mortos
Do dia 30 de outubro até o dia 1 de novembro a Hackney City Farm vai comemorar o famoso Dia dos Mortos Mexicano.
Com mais de 2 mil anos de história, esta celebração de origem indígena que honra os defuntos é uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes.
A decoração quem vai fazer é Cen Joatl, praticante da medicina mexicana na tradição de San Pablo Tecalco. Um altar será montado para os visitantes colocarem uma foto de um ente querido que já se foi e que gostaria de ser relembrado. O espaço conta também com uma sala mais tranquila, para aqueles que preferem refletir no silêncio, longe da bagunça.
No dia 30 às 2pm terá apresentação de dança pré-inca, workshop de como fazer cabeças de caveira com massinha de marzipan e escrever poemas sobre os loved ones que faleceram. Vai rolar muita comida típica mexicana, incluíndo tamales (pamonha recheada, no velho e bom português).
Uma festa diferente que nos faz lembrar das pessoas queridas e importantes que já passaram em nossas vidas.
Vai lá:
Hackney City Farm
1a Goldsmiths Row - E2 8QA
Telephone 020 7729 6381
Yoga’s Rock Star
Vc conhece aquele velho ditado de “quem canta os seus males espanta”? Pois é exatamente isso que acontece quando vc vê o Krishna Das tocar e cantar ao vivo. A energia vai crescendo e de repente inunda a platéia, deixando todo mundo alegre e feliz. Uns dançam outros fecham os olhos e batem palmas, o importante é continuar cantando. Cada mantra cantado por ele é simplesmente um banho de energia e dá para sentir o poder da reza e o poder do ser humano. Tudo isso aconteceu ontem em Camden e eu tive a oportunidade de participar.
Nascido como Jeffrey Kagel no ano de 1947 em New Jersey, Krishna Das viajou para a India nos anos 70 atras de algum significado para explicar o vazio que sentia, largando a banda de heavy metal que fazia parte. Lá adotou o nome Krishna Das e começou a estudar Bhakti ioga (a ioga da devoção) e entoar mantras. Hoje são mais de 8 cds e um livro que conta toda a sua trajetória na busca da verdade interior.
Para mim KD é um guia, uma pessoa iluminada que todo dia me faz conectar com o meu eu verdadeiro. Com uma voz única ele emociona qualquer coração. Me faz um grande favor, entra aqui e dá uma chance de ser surpreendido. Shanti!
Posted in London, Music
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Broken Glass
O programa cultural dessa semana foi assistir a peça Broken Glass de Ian Shuttleworh no Vaudeville Theatre. Sucesso absoluto de crítica, fiquei bastante comovida com as atuações dos principais protagonistas Antony Sher (não muito conhecido no Brasil) ele fez Dr. Moth em Shakespeare in Love e da atriz inglesa Tara Fitzgerald. A peça se passa no Brooklin no ano de 1938, bem na época da Noite dos Cristais (nome dado a noite de 9 de novembro onde se deu inicio aos atos de violência em massa contra os judeus na Alemanha e Áustria). O casal de judeus Sylvia (Tara) e Philip (Antony) estão passando por um momento difícil no casamento. Sem motivo algum, Sylvia sofre uma paralisia em ambas as pernas e não consegue mais andar. O marido inconformado não entende que não há uma causa cientifica e sim psicossomática. Com ajuda de um médico, o casal começa a desvendar os medos e culpas de um relacionamento e questões relacionados ao anti-semitismo dentro da sua própria religião. Com um texto sharp e atores de primeira, Broken Glass é um sucesso mais que esperado.

Posted in London, Theatre
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